13/Jul/2026
A comercialização de trigo no mercado interno permanece lenta, refletindo a combinação de oferta reduzida e demanda enfraquecida da indústria moageira, que, em grande parte, já se encontra abastecida até agosto. Nesse cenário, as cotações seguem pressionadas, mas apresentam estabilidade em relação à semana anterior. No Paraná, a disponibilidade de trigo remanescente da safra anterior está praticamente esgotada, com a maior parte dos volumes já comercializada. As indicações de compra dos moinhos permanecem em R$ 1.450,00 por tonelada, na modalidade CIF, para entrega em agosto. A escassez de trigo nacional de maior qualidade tem ampliado a participação do produto importado nas negociações.
O cereal argentino, anteriormente rejeitado por parte da indústria devido ao menor teor de proteína, passou a ser utilizado como alternativa diante da limitada oferta doméstica. No Porto de Paranaguá (PR), a referência para o trigo argentino permanece em US$ 300,0 por tonelada CIF. As negociações envolvendo a safra 2026 permanecem limitadas pelas incertezas climáticas. No Paraná, os moinhos indicam preços entre R$ 1.400,00 e R$ 1.430,00 por tonelada CIF, valores que continuam sendo recusados pelos produtores
No Rio Grande do Sul, a redução sazonal da demanda da indústria moageira no mercado disponível mantém pressão sobre as cotações. As negociações continuam pontuais, com indicações de compra dos moinhos em torno de R$ 1.400,00 por tonelada CIF, enquanto os vendedores trabalham com ofertas próximas de R$ 1.350,00 por tonelada FOB. Em Porto Alegre (RS), o trigo argentino importado segue cotado entre US$ 285,00 e US$ 290,00 por tonelada CIF. No Rio Grande do Sul, as indicações de compra de moinhos e exportadores para o trigo 2026 permanecem em até R$ 1.100,00 por tonelada FOB no interior do Estado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.