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14/Sep/2026

Preços do trigo firmes com as restrições na oferta

O mercado físico brasileiro de trigo mantém as cotações firmes diante da oferta restrita no disponível e da mudança das condições climáticas na Região Sul do País. A ocorrência de chuvas no Paraná e de temperaturas mais baixas no Rio Grande do Sul elevou a preocupação com a qualidade da nova safra, em um momento de transição entre os estoques remanescentes do ciclo anterior e a entrada do cereal novo. No Paraná, a demanda da indústria moageira supera a oferta, aumentando a procura por lotes. No Paraná, os estoques de trigo da safra velha estão praticamente esgotados nos armazéns, e a comercialização passou a se concentrar no cereal da nova safra. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral/Seab), a colheita havia alcançado 20% da área até o dia 8 de setembro. A indústria moageira mantém presença constante no mercado para recomposição de estoques, enquanto as condições climáticas recentes aumentam a atenção sobre o padrão de qualidade do trigo que está sendo colhido. Os moinhos indicam preços entre R$ 1.550,00 e R$ 1.600,00 por tonelada CIF para o trigo pão.

Os vendedores, diante da valorização observada nas últimas semanas e do risco de impactos das chuvas sobre a colheita, elevam as pedidas para a faixa de R$ 1.550,00 a R$ 1.600,00 por tonelada FOB. No mercado de importação, o trigo argentino é cotado a US$ 310,00 por tonelada FOB, enquanto o produto do Paraguai chega a US$ 320,00 por tonelada CIF. No Rio Grande do Sul, o ritmo de comercialização permanece lento, sem pressão significativa de compradores ou vendedores. As indústrias moageiras adotam postura mais cautelosa e realizam compras pontuais, direcionadas principalmente à cobertura das necessidades imediatas. Os moinhos indicam R$ 1.400,00 por tonelada FOB, mas o valor não encontra adesão entre os produtores. No mercado spot, há registro de negócios pontuais a R$ 1.450,00 por tonelada FOB, enquanto, diante da baixa disponibilidade de lotes, os vendedores indicam R$ 1.500,00 por tonelada FOB. Para o trigo importado, as poucas opções de produto argentino nacionalizado na região de Canoas (RS) são negociadas a US$ 310,00 por tonelada CIF. A restrição de oferta e a cautela dos agentes mantêm o mercado regional com baixa liquidez

A comercialização da nova safra de trigo, referente ao ciclo 2026, está paralisada no Rio Grande do Sul. Os riscos climáticos associados ao El Niño durante a fase final de desenvolvimento do cereal reduziram a disposição dos produtores para negociar antecipadamente a produção. A combinação entre incerteza sobre a qualidade do trigo, condições climáticas e ausência de necessidade imediata de venda limita a formação de negócios. No mercado de exportação, os compradores indicam R$ 1.270,00 por tonelada CIF no Porto de Rio Grande, enquanto os moinhos locais apresentam propostas de R$ 1.200,00 por tonelada FOB. O nível ofertado pelos compradores domésticos permanece abaixo das expectativas da ponta vendedora, restringindo a liquidez. O cenário de preços firmes, oferta disponível limitada e maior atenção às condições climáticas mantém o mercado de trigo do Sul concentrado na evolução da colheita e na qualidade efetivamente obtida na nova safra. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.